BRISA DA SEMANA

Cinco coisas para você não fazer

(se quiser preservar a sua saúde mental)

Deusa, deixa eu começar com uma pergunta simples, mas honesta: quantas coisas você faz todos os dias sabendo que não te fazem bem… e mesmo assim continua fazendo?

Não porque você não saiba.

Mas porque virou hábito.

E hábito, quando se repete o suficiente, começa a parecer normal.

Saúde mental não se perde de uma vez, ela vai sendo drenada aos poucos, em micro escolhas que parecem inofensivas, mas que, somadas, deixam a mente cansada, dispersa e sempre atrasada em relação a si mesma.

Aqui vão cinco delas.👇

1. Acordar e pegar o celular antes de se encontrar

Todo mundo já sabe que isso bagunça o sistema dopaminérgico, que acelera a mente antes do corpo acordar, que te joga direto no mundo dos outros antes de você sequer sentir como está.

E mesmo assim… você faz.

Porque se tornou muito automático.

O problema não é o celular… não estamos aqui para criticá-lo. Mas sim, ele ser o primeiro contato do dia.

Quando você acorda e já entra em mensagens, notícias, redes e demandas, o seu sistema nervoso entende que o dia começa em alerta, comparação e reação.

Você ainda nem existe e já está respondendo.

Depois, a gente se pergunta por que o foco some, porque a ansiedade aparece cedo, porque parece que o dia já começou “atrasado”.

Talvez porque você ainda não chegou nele.

2. Fazer tudo ouvindo alguma coisa

Podcast é ótimo. Conteúdo é ótimo. Aprender é ótimo.

Mas fazer absolutamente tudo com algo falando no seu ouvido cria um estado curioso: você não está inteira em lugar nenhum.

Nem no que escuta, nem no que faz.

A presença se torna uma raridade.

Às vezes, para a mente desacelerar de verdade, não é preciso mais informação. É menos.

Lavar a louça em silêncio, caminhar sem estímulo, ficar alguns minutos só com o próprio pensamento não é perda de tempo, é recalibração.

A mente também precisa de espaço para digerir.

3. Dormir com a TV ligada todos os dias

Pode até parecer que você “apaga” rápido, mas o cérebro não desliga do mesmo jeito que o corpo.

Enquanto você dorme, tudo aquilo continua passando, sendo registrado, sendo absorvido em algum nível. O problema é que o sono não serve só para descansar, ele serve para regenerar.

E regeneração precisa de silêncio interno e externo.

Quando a mente adormece cheia de estímulo, imagens, falas e narrativas, ela acorda cansada mesmo depois de horas na cama. Não porque dormiu pouco, mas porque não descansou de verdade.

Dormir não é anestesiar. É permitir que o sistema se reorganize.

4. Tratar-se todos os dias como se você fosse igual

Querida, você é cíclica.

Seu corpo, sua energia, seu humor e sua capacidade de foco mudam ao longo do mês.

Ignorar isso e tentar se exigir da mesma forma todos os dias é receita certa para confusão emocional, frustração e sensação constante de inadequação.

  • Em alguns dias, você rende mais.

  • Em outros, sente mais.

  • Em outros, precisa recolher.

Não entender essas fases faz você achar que está “desorganizada”, quando na verdade só está desconsiderando o próprio funcionamento.

Respeitar o ciclo não é fragilidade.

É inteligência emocional aplicada ao corpo.

5. Contar tudo para todo mundo

Nem tudo precisa ser compartilhado.

Quando você conta cada detalhe da sua vida para muitas pessoas, você não recebe apenas apoio, recebe opiniões, projeções, medos alheios, expectativas e julgamentos disfarçados de conselho.

Um problema que era manejável vira um emaranhado de vozes dentro da sua cabeça.

E, de repente, você não sabe mais o que sente, só sabe o que disseram que você deveria sentir.

Discernimento também é saúde mental.

Nem toda dor precisa de plateia. Algumas precisam de silêncio e escuta interna.

O ponto não é perfeição, é escolha

Nenhuma dessas coisas, isoladamente, vai “acabar” com a sua saúde mental.

O problema é o automático.

Quando você faz tudo sem perceber, sem escolher, sem ajustar, a mente entra em modo sobrevivência, sempre reagindo, nunca conduzindo.

Saúde mental não é luxo, é gestão do cotidiano. É perceber onde você está se sabotando sem necessidade e fazer pequenos ajustes possíveis.

Nada radical. Nada performático. Só mais consciência.

Entre nós

Eu também caio em algumas dessas. Às vezes mais do que gostaria.

E sempre que percebo minha mente mais cansada, mais dispersa ou mais irritada, quase nunca é por algo grande. É porque eu fui deixando esses pequenos hábitos se acumularem sem revisão.

Quando volto a escolher com mais presença, tudo muda de tom. Não vira um conto de fadas, mas fica mais habitável por dentro.

E isso já é muita coisa.

Com carinho,

Laylä Föz 🌙

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