BRISA DA SEMANA
Deusa, deixa eu te perguntar uma coisa bem direta.
Você acha que não consegue alguma coisa… ou você nunca tentou rápido o suficiente pra descobrir?

Porque existe um tipo de medo que é aviso, que protege, que te mantém viva, esse medo é inteligente, ele merece respeito!
Mas existe outro medo… aquele que não protege a sua vida, só protege a sua zona de conforto.
Medo que nasce de insegurança, de crença antiga, de comparação, de “vai dar ruim” antes mesmo de começar. E, esse medo tem uma característica bem específica: ele cresce com o tempo.
Se você dá espaço, ele se torna história. Se você dá corda, ela se torna identidade.
E quando você percebe, você já está se definindo por algo que nem aconteceu.

O medo mora no futuro, e a ação te puxa pro presente
Outro dia me perguntaram o que eu aprendi nesses últimos dez anos, andando por aí, realizando sonhos, ideias malucas, coisas que eu nem sei como eu tive coragem de inventar… e a resposta foi simples, quase sem romantização, o remédio pro medo é a ação.
Não é pensar melhor.
Não é esperar a confiança chegar.
Não é negociar com a mente até ela concordar.
Porque a mente, deusa… ela é boa de argumento. Ela pega meia dúvida e vira um documentário inteiro.

E o que ela costuma fazer quando você está com medo?
Ela te joga pro futuro e te coloca lá na cena que deu errado, na vergonha que nem aconteceu, no tombo que você nem tomou, no “e se” que não para.
A ação faz o contrário.
Ela te coloca aqui. Agora. No presente e no presente, quase sempre existe um próximo passo possível, mesmo que pequeno.

Ser mais rápida que o medo
Vou te contar uma história que parece boba, mas foi muito simbólica pra mim.
Cheguei na Islândia com um sonho antigo: viajar de motorhome.

Só que nisso, vem a surpresa, você chega lá e descobre que vai ter que dirigir um furgão manual. E eu… eu não dirijo manual faz tempo.
E mini caminhão então?
Nunca!!!
Óbvio que dá medo. Medo do carro morrer, de engasgar, de bater, de passar vergonha, de dar tudo errado, de acontecer um monte de coisa que a mente adora colecionar em 30 segundos.
Mas o ponto é: antes desse medo se instalar, antes de eu chamar ele de “meu”, antes de eu começar a construir uma identidade de “não consigo”… eu subo no carro e vou.
Parece loucura. Eu sei…
Mas impressionantemente, na hora dá certo.
Porque a verdade é que, muitas vezes, a gente já tem capacidade pra fazer… só não tem dados práticos ainda, e a única forma de ter dados é fazendo.
Eu quase deixei de viver esse sonho porque a minha mente estava naquele blá blá blá infinito, e isso é o mais louco, eu conheço minha história, eu sei das minhas habilidades, eu sei do que já fiz… e mesmo assim o medo bate.
Ele sempre bate… É completamente normal.
E aqui entra uma coisa que eu tenho observado muito.
Muita gente não trava porque não tem sonho, trava porque não sabe por onde começar. O sonho fica grande demais, abstrato demais, e a mente usa isso como desculpa perfeita pra adiar.
Foi por isso que eu criei a Sonhei, um app pra transformar sonho em caminho, com jornadas guiadas que ajudam a clarear o que você quer e dividir isso em passos possíveis, micro-ações que cabem no seu dia, com apoio ao longo do processo.
Se você sente que precisa desse tipo de estrutura pra sair do “um dia eu faço”, dá uma olhada aqui:

Crescer dá medo também, e isso não te torna fraca
E não é só em aventuras “diferentonas”, tipo Islândia e motorhome. O medo aparece também quando você cresce…

Abrir um retiro pra quarenta pessoas dá medo, claro que dá.
Medo da conta não fechar, de eu tomar prejuízo, de errar na organização, de alguém passar mal, de acontecer uma dessas mil possibilidades que a mente cria quando a responsabilidade aumenta.

O medo aparece porque a expansão é real. E nisso, muita gente conclui: “então não é pra mim”.
Mas pra mim o medo não significa “não faça”. Muitas vezes ele só significa: “isso importa”.
A diferença é o que você faz depois que ele aparece.
Se eu fico ruminando, ele vira o centro da minha cabeça, ele começa a reger meus pensamentos, minhas decisões, meu comportamento.
E por isso, fica mais difícil sair.
Então eu volto pra técnica mais simples que eu tenho: eu vou pro próximo passo possível.
O que está ao meu alcance agora? Eu faço. Pequeno ou grande, eu avanço.
Porque quando eu vou pra ação, eu saio do tribunal mental e retorno para o presente.

O surfe me ensinou no corpo
O surfe teve uma grande parcela nesse jeito de pensar.

Você está no mar. Olha a onda de longe e pensa “dá pra ir”.
Só que na hora do drop, ela cresce. A parede sobe e parece um prédio. E a mente grita: “que que eu tô fazendo aqui?”
Aí vem a vontade de puxar o bico, que na linguagem do surfe é arregar mesmo.
Deixar a onda passar e ficar “segura”.
E por muito tempo eu fiz isso. Entrava no mar sem sentir confiança no meu drop, dava corda pro medo, e meu surfe ficava estagnado. Eu ficava ali esperando um nível de segurança que não chegava… porque segurança, nesse caso, só vem com prática.
O que me fez evoluir foi exatamente isso: ver a parede subir e, antes de acreditar no blá blá blá da mente, eu pago pra ver e vou.
Na maioria das vezes que você vai, você descobre uma coisa quase constrangedora: não estava tão alto assim. Era uma sensação. A mente transformou a onda num tsunami.
Claro, às vezes você toma um caldo.
Às vezes você cai.
Mas se você tivesse obedecido o medo sempre, você não teria vivido nem os tombos, nem as ondas maravilhosas que te enchem de realização e desfrute.
E isso é um retrato muito fiel da vida. Concorda?

A autoestima que nasce da ação
E eu acho que isso é especialmente importante pra nós mulheres.
Porque a gente foi ensinada, muitas vezes, a duvidar da própria capacidade…
A achar que é perigoso, que é melhor pedir ajuda, que é melhor ir acompanhada… e em vários cenários isso tem contexto real, eu não estou negando.
Mas eu estou dizendo que, em muitos outros, você consegue sim e quando você consegue, vem um tipo de autoestima que não nasce de afirmação no espelho, mas nasce de experiência.

É igual aquele pote de geleia que você normalmente pediria pra alguém abrir.
Quando você está sozinha, você insiste. Você tenta com pano, bate, tenta de novo, tenta com faca… dá vontade de largar, mas você quer comer sua geleia em paz, então você continua.
E quando abre… é uma glória meio ridícula, mas real. Porque você percebe: eu não preciso de ninguém pra isso.
E essa sensação vai contaminando o resto da vida, você começa a confiar mais. Você começa a se ver diferente.

Entre nós
Eu não sou uma mulher sem medo. Eu só aprendi que, se eu demoro demais, ele toma o volante.
Então eu decido e eu ajo. Primeiro o passo possível, depois o próximo, e quando vejo, já estou dentro da experiência, vivendo de verdade… não só imaginando.
E isso, pra mim, virou um jeito de viver.
Deusa… qual é a coisa que você está dizendo que “não consegue”, mas que talvez só esteja faltando começar?
E se você quiser um lugar pra organizar esse sonho, clarear o caminho e transformar vontade em micro-passos (sem se atropelar), a Sonhei foi feita pra isso, acesse:
Com carinho,
Laylä Föz 🌙