BRISA DA SEMANA

Deusa, me conta uma coisa:

Mas deixa eu te contar que todas são reais e também, de certo modo, passageiras.

Deepak Chopra diz que a maior ilusão da humanidade é acreditar que a identidade é fixa.

Como se fôssemos um rótulo pronto, uma personalidade sólida, uma história definitiva.

Mas ele afirma algo que sempre mexe comigo:

“Você não é a sua biografia. Você é a consciência por trás dela.”

E quando a gente deixa isso entrar, de verdade, algo se solta por dentro.

Porque talvez o que dói não seja quem somos, mas quem estamos tentando sustentar para serem quem querem que sejamos. O mundo te empurra para caber em papéis.

Para ser coerente com versões antigas e repetir padrões que já não te servem.

Mas e se você não fosse nada disso? E se a identidade fosse só um traje, não a pele? E se você pudesse tirar, trocar, reinventar?

Chopra diz que o “eu” que defendemos com unhas e dentes não passa de um conjunto de memórias, crenças, expectativas e hábitos, isso é, um pacote que chamamos de “eu”, mas que muda o tempo todo.

E, deusa, se muda… não é você. É só a roupa. A consciência por trás, essa, sim, é você. E ela continua intacta, mesmo quando tudo muda ao redor.

O eu condicionado: como perdemos o acesso à nossa essência

Deusa, Deepak Chopra diz que o maior obstáculo para descobrir quem somos não é a dor, nem o passado, mas sim o automático.

A gente vive tanto no piloto automático que esquece que tem escolha.

Esquece que tem consciência, que existe um “eu” por trás de tudo isso.

O condicionamento funciona assim: você reage, não responde.

Repete, não escolhe.

Reage ao que sente, ao que ouve, ao que teme… sem perceber.

Chopra explica que:

✔ o cérebro economiza energia criando atalhos
✔ as emoções viram respostas padrão
✔ as crenças viram filtros de percepção
✔ a vida vira repetição

E quando a repetição vira rotina, esquecemos que há vida além dela. Isso não é quem você é.

É só quem você se acostumou a ser.

O condicionamento não é uma “máscara”, como falamos no tópico anterior sobre identidade.

É um modo de funcionamento, uma engrenagem interna que age no lugar da sua presença.

É o “eu” automático que diz:

“eu sempre fui assim”,

“não consigo mudar”,

“é só meu jeito”

Quando, na verdade, é só programação emocional não examinada

A consciência começa quando você percebe o automático acontecendo.

É esse instante — o de perceber — que Chopra chama de “a fresta por onde a liberdade entra”.

A consciência que observa (o ponto central do Chopra)

Uma das ideias mais transformadoras do Chopra é essa: existe uma parte sua que não muda.

Não é o humor do dia, nem a ansiedade, nem a história que você conta sobre si mesma. É a parte que observa tudo isso acontecendo dentro de você.

Sabe aquele momento em que você pensa “nossa, tô muito irritada hoje”? Ou “por que isso me afetou tanto?”?

Se você consegue perceber o sentimento, é porque existe um “você” que está acima dele.

Esse “você” — a testemunha — é o que Chopra chama de consciência…

E isso importa porque quando estamos grudadas nas emoções, tudo vira urgência.

Quando observamos, ganhamos espaço interno. Respiramos antes de reagir.

A escolha aparece onde antes só existia impulso.

Chopra resume assim:

“Você não é o pensamento. Você é aquela que percebe o pensamento.”

Quando você volta pra esse lugar de observadora, o mundo externo continua igual, mas deixa de te arrastar junto.

A consciência vira um chão onde você pisa quando tudo lá fora está turbulento… Calmo como o mar.

O corpo como mensageiro, não como inimigo

Chopra sempre reforça que o corpo não é um obstáculo no caminho da consciência, ele é o primeiro sinalizador de que algo dentro de você precisa de atenção.

E, quando a gente ignora isso, ele aumenta o volume.

Sabe quando você sente um aperto antes de uma conversa difícil, ou aquela exaustão que aparece justamente quando você tenta “dar conta de tudo”?

Nada disso é aleatório. É a forma mais sincera que o corpo encontrou de avisar que você passou do seu limite emocional antes mesmo de perceber.

A questão é que fomos ensinadas a brigar com o sintoma, não a escutar a mensagem. Tentamos “funcionar” do mesmo jeito, como se sentir fosse um atraso. Chopra vira essa lógica ao contrário: o corpo não atrapalha sua evolução, ele aponta onde ela começa.

Quando você passa a notar os sinais, o cansaço que pede pausa, a tensão que pede verdade, a irritação que pede limite, ou seja, a relação consigo mesma muda. Fica mais honesta e menos violenta.

E o dia a dia ganha uma qualidade nova, porque você não está mais vivendo contra si, mas a partir de si. É aí que o autocuidado deixa de ser um evento e vira postura.

Entre eu e você

Deusa, eu também me pego presa em ruídos que eu mesma crio. A cabeça corre, o corpo acompanha, e quando vejo estou vivendo no automático, sem nem perceber o que escolhi sentir.

E é justamente nesses dias que as palavras do Chopra me puxam de volta: a vida muda quando eu volto pra mim.

Quando eu paro por um minuto antes de responder, quando eu observo a emoção antes de agir, quando eu lembro que o corpo só tenta me ajudar, mesmo quando dói.

É impressionante como tudo fica mais leve quando eu deixo de brigar comigo.

A verdade é que não existe “controle total”, mas existe presença.

E presença, deusa… presença transforma.

Se algo disso ressoou em você, talvez seja hora de testar no seu ritmo, separe um minuto de pausa, uma escolha mais consciente, um gesto mais gentil consigo mesma.

Chopra diz que “a vida sempre responde ao estado da sua consciência”.

Então respira, se escuta, se cuida.

A sua consciência é seu ponto de partida e seu ponto de retorno.

Laylä Föz 🌙

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